O que é cegueira?
A cegueira é definida pela ausência total de visão (Amaurose) ou a percepção mínima de formas a curta distância (visão parcial ou legal). Ou seja, mesmo nem sempre sendo a perda total da visão, a pessoa já possui dificuldade de realizar suas atividades diárias normalmente.
Na oftalmologia, para medir essas deficiências visuais de forma escalonada, utilizam-se dois tipos de diagnóstico:
- Acuidade visual: a percepção visual em relação à distância, usada também no diagnóstico de miopia e hipermetropia;
- Campo visual: a extensão panorâmica do campo de visão e sua amplitude periférica.

Quais são as causas da cegueira?
Existem diversas situações que podem levar alguém ao estado da cegueira: complicações antes mesmo do nascimento ou que foram adquiridas ao longo da vida. Confira abaixo algumas das principais causas.
Glaucoma
O glaucoma é responsável pelo maior número de casos da doença. Se dá por danos causados ao nervo óptico pelo aumento da pressão intraocular.
Os principais fatores de risco são:
- Idade acima de 40 anos;
- Hipertensão;
- Histórico familiar;
- Diabetes
Degeneração macular
Conhecida como Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), é uma doença causada pelo envelhecimento e acontece num local da retina chamado mácula, levando a perda da visão de forma progressiva. Há duas formas em que a DMRI aparece:
- Exsudativa: Faz parte de apenas 10% dos casos da Degeneração Macular e se dá pela produção de novos vasos sanguíneos e o vazamentos deles que acabam comprometendo a visão;
- Atrófica: É o tipo mais comum e menos agressivo ao seu portador. Ela se dá pelo acúmulo de gorduras e proteínas que degeneram as células da mácula.
Retinopatia Diabética
Causada pelo alto teor de açúcar nos vasos sanguíneos da retina, a retinopatia diabética causa cegueira em pessoas com diabetes. A doença gera o enfraquecimento da parede dos vasos que causa danos à visão, podendo ser irreversível.
Catarata
Uma doença popular, que causa uma lesão numa parte do olho chamada cristalino (área responsável pela formação de imagens, através dos raios de luz que essa lente permite chegar a retina), o que compromete a visão a deixando com aspecto turvo. Outros possíveis sintomas são:
- Visão dupla;
- Sensibilidade à luz;
- Imagens distorcidas.
A progressão da catarata normalmente é lenta, mas o paciente deve ser acompanhado por um profissional.
Qual a diferença entre cegueira e deficiência visual?
A deficiência visual é composta por pessoas com diversos graus e tipos de doenças diferentes, isso inclui a cegueira, que possui doenças mais severas que causam danos irreversíveis capazes de afetar a visão por completo.
No entanto, também existem as doenças categorizadas como baixa visão, que levam os pacientes a perda parcial da visão, ambas causadas por diversos fatores.
Pedagogicamente é considerado deficiente visual aquele que possui sua visão subnormal ou totalmente afetada, necessitando do uso de materiais especiais, como o braile.
Já para a medicina, utilizando a acuidade visual, é considerado cego aquele que a visão corrigida do melhor dos seus olhos é de 20/200 ou menos, ou seja, que pode ver a 4 metros o que uma visão normal pode ver a 40 metros.
Como prevenir doenças oculares?
Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), há 285 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no mundo. Porém, cerca de 80% desses casos poderiam ser evitados com tratamento preventivo.
Por isso, é de suma importância a prevenção e o acompanhamento profissional feito por oftalmologistas capacitados a acompanhar e até mesmo antecipar o surgimento e agravamento das doenças.
Segundo os profissionais da área, é necessário gerar nas pessoas a consciência e consequentemente o costume de realizar exames oftalmológicos de rotina, onde o profissional poderá diagnosticar antecipadamente qualquer avaria visual por meio dos métodos aqui explicados, como a Acuidade visual e o Campo visual.
Dia mundial da saúde ocular
O Dia Mundial da Saúde Visual é celebrado no dia 10 de julho e busca incentivar a prevenção da cegueira e a necessidade de cuidar da visão.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), junto à Agência Internacional para Prevenção da Cegueira (IAPB), procuram trazer conscientização no que diz respeito à prevenção e tratamentos que podem antecipar o agravamento da doença e até mesmo dela se desenvolver, evitando a perda parcial ou absoluta da visão.
Além das consultas periódicas ao oftalmologista, a data relembra alguns cuidados importantes para reduzir os riscos à visão:
- Fazer pausas regulares durante o trabalho ou estudo;
- Piscar sempre para evitar olhos ressecados;
- Umedecer os olhos;
- Diminuir o tempo em frente de telas;
- Evitar a luz azul por pelo menos duas horas antes da hora de dormir;
- Ter uma alimentação saudável;
- Passar mais tempo ao ar livre;
- Ter um espaço de trabalho/estudo ergonômico.
Como funciona a pressão dos olhos e o que faz ela aumentar?
Os olhos são uma parte delicada do nosso corpo e também podem apresentar hipertensão. A elevação da pressão dos olhos (intraocular) é popular e caso não seja tratada, pode levar a danos permanentes no nervo óptico e até levar à cegueira, já que está diretamente associada ao glaucoma, a segunda maior causadora de cegueira irreversível no mundo.
Como funciona a pressão dos olhos?
A pressão alta nos olhos ocorre através da produção exagerada ou da falta de drenagem do humor aquoso, líquido produzido pelos olhos que acaba se acumulando, exercendo pressão sobre o globo ocular.
O humor aquoso é uma substância composta por água e sais. Ele cumpre a função de nutrir a córnea e regular a temperatura interna dos olhos. Porém, quando produzido em excesso, acaba se concentrando, levando à morte de células sensoriais oculares.
O que acontece quando a pressão dos olhos aumentam? Quais são os riscos?
O principal risco do aumento da pressão intraocular é a sua evolução para um quadro de glaucoma, que pode levar o paciente a perder a visão.
Além disso, o glaucoma é uma doença crônica, que possui tratamento, mas não há cura. Por isso, é importante cuidar da saúde dos olhos e prevenir ao máximo o desenvolvimento desses problemas oculares.
Os principais sintomas de pressão dos olhos elevada
Geralmente, a pressão alta nos olhos não causa sintomas. Porém, quando a pressão alcança níveis maiores que 21 mmHg, é possível sentir:
- Dor de cabeça forte;
- Náuseas ou vômitos;
- Vermelhidão no olho;
- Dor intensa nos olhos;
- Visão turva e embaçada;
- Diminuição da visão lateral;
- Diminuição do campo de visão;
- Visão de arcos em volta das luzes;
- Dificuldade para enxergar no escuro;
- Aumento da pupila ou do tamanho dos olhos;
- Lacrimejamento e sensibilidade excessiva à luz.
Caso perceba o surgimento de alguns desses sintomas, é necessário consultar um oftalmologista para que seja feita uma avaliação da pressão alta no olho, dando início ao tratamento mais adequado.
As possíveis causas
Como abordado, a pressão alta nos olhos ocorre por um desequilíbrio entre a produção do humor aquoso e sua eliminação, ocorrendo pelo mau funcionamento dos canais de drenagem do líquido, levando ao seu acúmulo dentro do olho e gerando o aumento da pressão ocular.
Existem alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da pressão alta nos olhos, como:
- Ter mais de 40 anos;
- Possuir a córnea mais fina;
- Ter diabetes ou hipertensão;
- Possuir outra doença ocular;
- Sofrer algum tipo de trauma nos olhos;
- Ter histórico familiar de glaucoma na família.
Mesmo que você não esteja dentro desse grupo de risco, é essencial saber que qualquer pessoa pode desenvolver a hipertensão ocular.
Como é diagnosticada a pressão dos olhos elevada?
O diagnóstico da pressão dos olhos elevada é feito pelo oftalmologista com base no histórico clínico e através de exames como:
Acuidade visual
A acuidade visual é um exame que ajuda o oftalmologista a avaliar a capacidade de enxergar do paciente. É feito por meio da leitura de letras e a focalização de objetos.
Lâmpada de fenda ou biomicroscopia
Esse exame é feito através da utilização de uma fonte de luz de alta intensidade que permite que as estruturas dos olhos como córnea, câmara anterior ocular, íris e a lente, sejam avaliadas.
Tonometria
Nesse exame é feito uma avaliação da pressão dentro dos olhos através de um equipamento de ar.
A tonometria deve ser feita nos dois olhos. Quando existe uma diferença de pressão de 2 a 3 mmHg entre os dois olhos, é diagnosticado o glaucoma.
Oftalmoscopia
Neste exame, é utilizado um colírio para dilatar as pupilas, facilitando a avaliação do nervo óptico, a córnea e algumas estruturas do olho como cristalino, retina, veias, artérias e humor vítreo.
Teste de campo visual
O teste de campo visual serve para avaliar a visão periférica, buscando identificar se existem perdas na visão nas áreas extremas.
Paquimetria óptica
O oftalmologista também pode utilizar a paquimetria óptica para avaliar a espessura da córnea, ajudando a entender se a pressão ocular, fornecida pela tonometria, está correta ou se foi afetada por uma córnea muito grossa, por exemplo.
Como manter a pressão dos olhos controlada?
No caso de diagnóstico positivo para hipertensão ocular, o oftalmologista pode prescrever colírios para reduzir a pressão ocular e controlá-la.
Esses medicamentos podem gerar efeitos colaterais. Para um tratamento mais seguro, o oftalmologista monitora sua PIO, evitando o desenvolvimento do problema.
Em casos onde o colírio não foi suficiente para o tratamento e controle da doença, pode ser necessário tomar outras medidas, como a cirurgia para glaucoma.
Para isso, é recomendado medir sua PIO com frequência, buscando um acompanhamento especializado para isso.
Conheça os principais tipos de cegueira existentes
A cegueira é uma doença que pode ser definida pela Amaurose (falta de visão total) ou pela visão parcial, onde se há mínima percepção de luzes e formas a curta distância. De acordo com a Medicina, há diversos tipos e níveis de cegueira, sendo alguns até tratáveis e possíveis de serem evitados.
Continue acompanhando a leitura e descubra os principais tipos de cegueira existentes!
Cegueira é a total ou a parcial incapacidade de enxergar, o que impossibilita que seus portadores realizem atividades diárias com normalidade.
Na oftalmologia, é possível diagnosticar a doença por meio de dois exames:
- Campo visual: analisa a amplitude periférica e a extensão do campo de visão;
- Acuidade Visual: avalia a percepção visual em relação à distância.
Para a pedagogia, é considerado portador de cegueira aquele que possui sua visão totalmente afetada ou subnormal, tendo a carência de meios especiais para auxiliar nas atividades diárias, a exemplo do braille e das sinalizações urbanas.
No contexto medicinal, através da metodologia de estudo por meio de exames específicos, a cegueira está presente quando a visão corrigida do melhor dos olhos é de 20/200 ou menos, isto é, seu alcance de visão será de até 5 metros, quando em uma situação normal o alcance é de 50 metros.
Quais são os principais tipos de cegueira?
A cegueira pode ser ocasionada por diversas doenças e níveis diferentes de sintomas, podendo ser classificada em alguns tipos. Confira abaixo:
Cegueira total
A cegueira total, conhecida como Amaurose, é a completa perda de visão, onde se torna nula qualquer percepção visual, incluindo a da luz. Na oftalmologia, é utilizada a expressão “visão zero” para esse tipo de situação.
Cegueira parcial ou legal
A cegueira parcial é a capacidade mínima de ver formas a curta distância, perceber vultos e alguns pontos de luz. A pessoa pode chegar a ter só a percepção luminosa, podendo distinguir apenas o claro do escuro ou até a direção luminosa.
Cegueira noturna
Cegueira Noturna ou nictalopia, é a incapacidade de enxergar em ambientes de baixa luminosidade. Ela indica a perda total da visão, porém mantém algumas percepções possíveis e, dependendo de seu grau, seus portadores podem chegar a enxergar normalmente durante o dia. A cegueira noturna pode ser um sintoma da catarata, xeroftalmia, glaucoma e retinopatia diabética.
Ambliopia
Comum em crianças, a ambliopia se dá pela falha na concepção de imagens dos olhos para o cérebro. Também conhecida como “olho preguiçoso”, a redução do alcance visual pode ocorrer apenas em um dos olhos (ambliopia unilateral) ou nos dois olhos (ambliopia bilateral). A perda da visão pode chegar a ser permanente caso não seja feito o diagnóstico e tratamento preventivo.
Cegueira infantil
Existem alguns motivos principais que podem causar a cegueira infantil. Entre eles estão: erros de refração, retinopatia, catarata, glaucoma congênito, retinoblastoma, cicatrizes retinianas e corneanas, além das malformações oculares. Algumas complicações podem acontecer na barriga da mãe, como consequência do zika vírus, rubéola e toxoplasmose.
Vale ressaltar que o Teste do Olhinho é indispensável para os recém-nascidos. O exame consiste em identificar alterações nos olhos do bebê, diagnosticando diversas doenças de forma prévia.
Existe tratamento para a cegueira?
O tratamento da cegueira será possível dependendo do seu diagnóstico, pois algumas doenças e níveis de deficiência visual ainda não são possíveis de serem tratados.
De maneira geral, quando causada por falta de óculos e catarata, a cegueira pode ser tratada. Porém, quando o diagnóstico mostra um grau maior de agravamento na retina e no nervo óptico, ainda não há tratamento disponível.
Vale salientar que existem exceções para alguns casos. Portanto, é de extrema importância a avaliação feita por um profissional.
Prevenção da cegueira
A prevenção e o acompanhamento feito por oftalmologistas capacitados é crucial no combate à cegueira. Os profissionais são capacitados para acompanhar e antecipar o surgimento e agravamento das doenças.
É necessário que haja uma consciência das pessoas e a cultura de realizar exames oftalmológicos de rotina, onde o profissional poderá diagnosticar antecipadamente qualquer dificuldade visual por meio dos métodos aqui explicados, como a Acuidade visual e o Campo visual.
Existem diversas formas de cuidar da saúde dos olhos e prevenir doenças oriundas da cegueira. Veja abaixo:
- Equilibre as taxas de glicose e o nível da pressão arterial;
- Passe por uma avaliação geral feita por um profissional qualificado, mantendo essa rotina de cuidados. É recomendado uma visita ao oftalmologista ao menos uma vez ao ano, incluindo o mapeamento de retina, que é de extrema importância;
- Para as gestantes que possuem diabetes, é crucial levar em consideração o acompanhamento com um oftalmologista durante os três primeiros meses da gestação;
- Procure seu oftalmologista para avaliar o estado que se encontra a sua retina. A gravidez, por exemplo, pode ser o motivo que leva ao agravamento de problemas de retina já existentes;
- Não fume.
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