Glaucoma

Clínica de Oftalmologia

Glaucoma é uma doença silenciosa que lesa o nervo óptico, normalmente ligada à pressão intraocular elevada. Figura entre as principais causas de cegueira irreversível. Diagnóstico precoce com tonometria, campimetria e OCT é vital. O tratamento, com colírios, laser ou cirurgia, visa preservar a visão e deter a progressão.

Representação visual do glaucoma ocular.Ilustração de olho com sinais de glaucoma.

O que é Glaucoma?

De forma simplificada, o glaucoma nada mais é que uma doença que acomete o nervo óptico, apresentando como principal risco, o aumento da pressão intraocular. A Sociedade Brasileira de Glaucoma afirma que a doença é causada devido ao aumento da pressão interna do olho. Assim, as fibras nervosas são danificadas.

Segundo especialistas, é considerável que a pressão normal, intra ocular, seja considerada entre 10 mmHg e 21 mmHg. Porém, é importante destacar, que há casos em que pacientes apresentam a doença, mesmo estando com o nível de pressão normal.

Ou seja, cada indivíduo responde de forma diferente a uma determinada pressão aumentada, assim, há a existência de “pressões ideais”. Sobretudo, o aumento da pressão está diretamente ligado ao acúmulo de humor aquoso no olho.

Por mais que o glaucoma não tenha cura, é importante realizar o tratamento o quanto antes.

Comparação entre olho saudável e olho com glaucoma.

Tipos de glaucoma

Em geral, o CID do glaucoma é H40, podem se apresentar em diversos tipos, sendo eles:

  • Glaucoma de ângulo fechado;
  • Glaucoma de ângulo aberto;
  • Glaucoma secundário;
  • Glaucoma congênito.

Glaucoma de ângulo fechado

A princípio, o glaucoma de ângulo fechado é considerado menos comum. Nesse caso, a pressão tende a subir nas situações em que a saída de humor aquoso é bloqueada de forma súbita.

Assim, os sintomas tendem aparecer imediatamente, fazendo ser necessário cuidado emergências. Quando não tratado de forma imediata, as possibilidades de perder a visão de forma definitiva, são bem maiores.

Glaucoma de ângulo aberto

Já no caso do glaucoma de ângulo aberto, ele tende a ser mais comum, sendo causado pela obstrução lenta e progressiva dos canais de drenagem do olho, o que favorece o aumento da pressão intraocular.

Por ser mais comum, são maiores os números de pessoas que apresentam esse quadro. Geralmente, também é conhecido como primário ou crônico, e para conseguir evitar a progressão da doença, é importante que seja diagnosticado o quanto antes.

Glaucoma secundário

Em casos de glaucoma secundário, o estopim para a doença, são fatores hereditários e que se desenvolvem com o passar dos anos. Porém, nessa situação ele ocorre devido a questões externas, como, o uso de algumas mediações.

Ou seja, alguns remédios podem impedir o escoamento de humor vítreo, favorecendo para o desenvolvimento da doença, através do aumento da pressão intraocular de forma contínua.

Além disso, outras doenças também podem servir de estopim para essa condição, como, por exemplo, diabetes ou cirurgias oculares que apresentaram algum problema na execução.

Glaucoma Congênito

Como o seu nome já explica, nesse caso o glaucoma costuma estar presente desde quando a criança nasce. Assim, a pressão intraocular tende a aumentar desde quando o feto ainda está sendo formado.

Desta forma, é necessário que o problema seja detectado desde cedo, podendo ser feito através dos testes do olhinho. Geralmente, é muito comum que o olho da criança lacrimeje mais que o normal.

O que causa o glaucoma?

Em geral, o glaucoma pode ser causado por diversos motivos, mas está diretamente ligada à pressão elevada no olho. Por mais que esse fator seja um dos principais, em alguns casos é possível que ocorra mesmo sem o aumento da pressão intraocular.

Além de tudo, existe a possibilidade também de ser congênito ou secundário de alguma doença, cirurgia, consumo de algum medicamento ou até mesmo traumas.

Sintomas do glaucoma

Os sintomas do glaucoma podem variar, segundo tipo e condição. Entre eles estão:

  • Diminuição repentina do campo de visão;
  • Aumento da pupila sem causa determinada;
  • Dor intensa no globo ocular;
  • Visão embaçada;
  • Dificuldade para enxergar no escuro;
  • Olhos lacrimejando e vermelhidão;
  • Aumento da sensibilidade na claridade.

Diagnóstico

Em geral, dois sinais que o corpo pode oferecer, que precisam de bastante atenção, é a pressão intraocular quando está acima da média, ou também, alterações no nervo ótico, que são perceptíveis no exame de fundo de olho.

São considerados pacientes de risco os negros, pessoas com mais probabilidade de sofrer com pressão alta, possuem mais de 35 anos e também que possuem diabetes. Além disso, o histórico familiar é essencial para o diagnóstico. Afinal, cerca de 6% dos pacientes com glaucoma já tiveram casos na família.

Conheça os exames feitos para identificar o Glaucoma

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo. No Brasil, mais de um milhão de pessoas apresentam a doença (algumas sem nem ao menos saber disso!).

A única forma de confirmar o diagnóstico de glaucoma é indo ao oftalmologista para realizar exames. Estes exames só costumam ser solicitados quando existem sinais de suspeita no paciente ou durante alterações no exame de rotina.

Pessoas que fazem parte do grupo de risco também podem solicitar ao médico como forma de prevenção. Esses fatores incluem: histórico familiar, idade avançada, hipertensão ocular, miopia elevada, diabetes não controlada, entre outros.

Continue acompanhando a leitura e saiba tudo sobre como funcionam os exames para identificar o glaucoma.

Quais são os exames para detectar glaucoma?

Existem 4 tipos de glaucoma:

  • O glaucoma crônico ou de ângulo aberto;
  • O glaucoma de ângulo fechado (o mais perigoso por causar cegueira);
  • O glaucoma congênito (o bebê já nasce com a doença);
  • Por último, o glaucoma secundário, causado por alguma lesão, doença, uso de medicamentos etc.

Os principais exames para diagnosticar esses diferentes tipos de glaucoma são:

Tonometria de Aplanação

Esse exame de glaucoma serve para medir a pressão intraocular e é indicado para pacientes acima dos 40 anos.

O exame de tonometria é bem simples de ser feito. O oftalmologista aplica primeiro um colírio e depois analisa a pressão do olho através de um aparelho (conhecido como tonômetro). Se a pressão ocular for maior que 22 mmHg, existem chances do paciente estar com a doença.

Fundo de Olho

Esse exame, também chamado de fundoscopia ou oftalmoscopia, é indicado para que o médico consiga verificar as estruturas internas dos olhos. Se o nervo óptico estiver com alguma alteração na cor ou lesionado, pode ser indício de glaucoma.

O exame é feito por meio da aplicação de um colírio, que irá dilatar a pupila do paciente. Com isso, o médico utiliza uma lanterna para observar o nervo óptico e avaliar a existência de qualquer tipo de alteração.

Gonioscopia

A gonioscopia é um exame de glaucoma feito para identificar qual tipo de glaucoma o paciente tem. Ele também serve para avaliar o estágio o qual ele se encontra para encaminhar o paciente ao tratamento adequado.

O exame funciona da seguinte maneira: o médico aplica um colírio para anestesiar o local e coloca uma lente com um espelho, que permite observar o ângulo entre a íris e a córnea. Quando se encontra aberto demais, possivelmente será um glaucoma crônico de ângulo aberto. Se estiver estreito demais, é sinal de glaucoma de ângulo fechado, seja agudo ou crônico.

Campo Visual ou Perimetria

O exame de campo visual é um exame que quantifica a área espacial que o paciente consegue enxergar, quando ele começa a perder visão periférica.

O oftalmologista pede para o paciente olhar em frente a uma luz da lanterna e não movimentar os olhos. A seguir, ao passar a lanterna de um lado para o outro, ele avalia se o paciente consegue ver ou não a luz.

Paquimetria

Esse exame é indicado para verificar se a pressão intraocular fornecida pela tonometria está correta ou se foi afetada pela espessura da córnea. O exame é feito através de um pequeno aparelho manuseado pelo médico que irá medir a espessura da córnea.

Quanto tempo demora um exame de glaucoma?

Os exames de glaucoma costumam ser rápidos e podem ser feitos dentro do próprio consultório médico. Porém, tem um exame, indicado para monitorar a doença, que demora cerca de 10 horas para ser realizado.

Esse procedimento é conhecido como Exame da Curva Diária de Pressão Intraocular que avalia a pressão do olho do paciente e sua variação no decorrer do dia.

O paciente precisa chegar à clínica às 8h para medir a pressão ocular a cada duas horas até chegar às 18h. O tempo não pode ser reduzido para não prejudicar o resultado.

O médico solicita que antes do exame o paciente não tome café da manhã, não pratique exercícios físicos e nem faça a ingestão de café para não alterar a pressão intraocular e levar a um diagnóstico falso.

Como funciona o tratamento?

Embora não haja uma cura, o paciente pode buscar tratamento para ter uma melhor qualidade de vida, reduzir a pressão intraocular e prevenir a cegueira.

O mais indicado é que, ao fazer parte do grupo de risco, ele procure o médico regularmente para iniciar o tratamento. Este vai depender do tipo de glaucoma e da intensidade dos sintomas, como a pressão ocular, por exemplo.

A seguir separamos quais os tipos de tratamentos mais usados para o caso de glaucoma:

Colírios

Os colírios normalmente são a primeira opção de tratamento indicada pelos médicos. É bem simples de usar e deve ser aplicado todos os dias, conforme a orientação médica, para regularizar a pressão ocular.

Em muitos casos de glaucoma por ângulo aberto, o uso do colírio já permite um controle maior do problema. Contudo, nos casos de ângulo fechado, geralmente o oftalmologista pode solicitar que o paciente faça terapia com laser ou cirurgia.

Comprimidos

Os comprimidos podem ser prescritos pelo médico juntamente com o colírio para reduzir a pressão ocular. Este tipo de medicamento também é mais utilizado em casos de glaucoma por ângulo aberto.

Quando se toma este tipo de comprimido, deve-se fazer uma dieta com um nutricionista a fim de regularizar a absorção do potássio.

Terapia a laser

A terapia a laser geralmente é indicada pelo médico antes de recomendar ao paciente a realização da cirurgia. Este procedimento é simples e pode ser feito no próprio consultório. Geralmente é bem rápido e dura de 15 a 20 minutos.

Cirurgia

A cirurgia de glaucoma é indicada pelo médico quando qualquer outra forma de controle da pressão intraocular não esteja fazendo efeito.

O tipo de cirurgia mais indicada pelos médicos é a trabeculectomia, que consiste em fazer uma pequena incisão na parte branca do olho, por onde passará um canal para a saída do fluído e diminuição da pressão ocular.

Após a cirurgia, ainda é aconselhável ir regularmente ao oftalmologista para que ele possa avaliar se houve progresso no controle da doença.

Cirurgia

A cirurgia de glaucoma é indicada pelo médico quando qualquer outra forma de controle da pressão intraocular não esteja fazendo efeito.

O tipo de cirurgia mais indicada pelos médicos é a trabeculectomia, que consiste em fazer uma pequena incisão na parte branca do olho, por onde passará um canal para a saída do fluído e diminuição da pressão ocular.

Após a cirurgia, ainda é aconselhável ir regularmente ao oftalmologista para que ele possa avaliar se houve progresso no controle da doença.

Onde realizar exames de Glaucoma no Rio de Janeiro?

Os exames de glaucoma podem ser feitos nas clínicas da Americas OftalmoCenter com total conforto e segurança. Além disso, na clínica da Barra da Tijuca, o paciente pode realizar a cirurgia de glaucoma recebendo todo o suporte necessário para a sua pronta recuperação, inclusive durante o pós-operatório.

Essa cirurgia é feita com as mais avançadas tecnologias e métodos microinvasivos, a fim de controlar a pressão intraocular dos olhos e outras deficiências ocasionadas pelo glaucoma.

Como tratar o Glaucoma Congênito?

O tratamento indicado pode variar desde o uso de colírios que reduzem a pressão intraocular, implante de próteses que drenam o líquido do olho ou o procedimento cirúrgico.

A cirurgia é o meio padrão de tratar o glaucoma congênito, conhecida como trabeculotomia ou goniotomia. O procedimento consiste em remover os tecidos que obstruem a drenagem do humor aquoso. Os colírios são prescritos para reduzir a pressão intraocular antes da cirurgia.

Mas lembre-se: a prevenção é o melhor caminho! Portanto, cuide da saúde do seu filho, leve-o para consultas de rotina no oftalmologista e não deixe de realizar o teste de olhinho para ter um diagnóstico precoce.

Assim, as chances de um tratamento de sucesso são maiores, impedindo a perda de visão e viabilizando a qualidade de vida da criança.

A importância do teste do olhinho

Como abordado no tópico anterior, é fundamental que a criança faça o teste do olhinho para ter um diagnóstico precoce do glaucoma congênito.

Ele é um teste muito eficaz, rápido, simples (leva apenas cerca de 3 minutos) e deve ser feito até 30 dias após o nascimento do bebê.

Quando não há a realização do teste, a doença só costuma ser identificada depois dos 6 meses ou mais, prejudicando a escolha do tratamento ideal e aumentando os riscos do paciente.

Basicamente, o teste é feito com o médico colocando um feixe de luz no olho do bebê para observar o reflexo das pupilas. Em um bebê saudável, o reflexo tem coloração avermelhada, é homogêneo e também simétrico.

Quando o médico repara algo diferente disso ou tem dúvida sobre o diagnóstico, novos exames são solicitados e a criança é encaminhada para o tratamento adequado.

Vale ressaltar aqui que o teste do olhinho é essencial. Ele não só favorece o diagnóstico do glaucoma congênito, mas também auxilia a detectar outras doenças como cegueira, catarata congênita, infecções, tumores etc.

O teste já é obrigatoriedade em alguns estados e cidades brasileiras como: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso.

Inclusive, ele é tão importante que foi reconhecido pela Agência Nacional de Saúde (ANS) em 2010.

Após isso, ele passou a fazer parte dos exames nas maternidades privadas do Brasil.

Perguntas Frequentes

Os fatores que mais influenciam o surgimento do glaucoma são devido a pressão intraocular elevada, entre outros, como o histórico familiar. Quando há casos na família, é importante que o paciente faça visitas periódicas ao oftalmologista.

De início, as dores de cabeça e nos olhos, estão entre os primeiros sintomas a surgir, além de serem os mais comuns. Já em quadros de glaucoma agudo, são comuns esses sintomas, mas principalmente, na região da testa.

Em pacientes que possuem glaucoma de ângulo fechado, considerado o mais agressivo, é possível perder a visão de um dia para o outro. Contudo, essa condição pode variar em cada caso, por isso, o diagnóstico preciso é fundamental.

Por mais que existam tratamentos, não é possível reverter o glaucoma, o foco principal é preservar a visão do paciente.

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Na America Oftalmocenter, você encontra uma equipe médica altamente qualificada, formada por especialistas com vasta experiência, títulos reconhecidos nacional e internacionalmente e constante atualização científica.

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“Descobri o glaucoma em uma consulta de rotina. Graças ao cuidado contínuo da Americas Oftalmocenter, faço o controle com segurança e tranquilidade. Confio plenamente nos profissionais.”