Cirurgia de Esclerectomia: o que é, indicações e recuperação
A esclerectomia profunda não penetrante é uma técnica cirúrgica moderna, utilizada principalmente para o tratamento do glaucoma de ângulo aberto. Ela tem como principal objetivo reduzir a pressão intraocular (PIO) de forma segura, especialmente em casos onde o uso de colírios ou tratamentos a laser já não são mais suficientes.
Essa cirurgia vem sendo cada vez mais indicada por oftalmologistas por apresentar bons resultados com menor risco de complicações pós-operatórias quando comparada a procedimentos mais invasivos.

O que é a esclerectomia?
A esclerectomia é um procedimento que permite a drenagem do humor aquoso — o líquido responsável por manter a pressão interna do olho — por uma nova via, sem precisar abrir completamente o globo ocular. Esse detalhe técnico é fundamental, pois reduz significativamente o risco de infecções, sangramentos e inflamações mais intensas.
É uma alternativa segura à trabeculectomia tradicional, especialmente indicada para pacientes com glaucoma que não conseguiram controlar a PIO com medicamentos ou outras intervenções menos invasivas.
Quando a esclerectomia é indicada?
Essa cirurgia costuma ser recomendada para:
- Glaucoma primário de ângulo aberto;
- Pacientes que apresentam efeitos colaterais ou alergias aos colírios;
- Casos em que a pressão ocular permanece alta mesmo com o uso correto das medicações;
- Pessoas que já passaram por outros procedimentos com pouco ou nenhum resultado.
Benefícios da esclerectomia
Além de ser menos invasiva, a esclerectomia oferece outros pontos positivos:
- Redução eficaz da pressão intraocular;
- Menor risco de complicações cirúrgicas;
- Pós-operatório mais confortável e previsível;
- Pode ser combinada com o uso de implantes drenantes, como o T-flux.
Como é feita a cirurgia?
A esclerectomia é realizada em centro cirúrgico, com anestesia local e sedação leve. Durante o procedimento, o cirurgião remove cuidadosamente uma parte da esclera (camada branca do olho), criando uma nova via para escoamento do humor aquoso.
Na maioria dos casos, a cirurgia leva de 30 a 60 minutos e o paciente pode retornar para casa no mesmo dia, seguindo as orientações médicas para o pós-operatório.
Recuperação e cuidados após a cirurgia
Nas primeiras semanas, o uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios será essencial para garantir uma boa cicatrização. É importante evitar esforço físico, coçar os olhos e se expor à poeira ou ambientes contaminados.
As consultas de acompanhamento servem para monitorar a pressão ocular e o bom funcionamento da via de drenagem criada durante a cirurgia. Em geral, a recuperação completa acontece em até seis semanas.
Riscos e possíveis complicações
Apesar de ser uma cirurgia segura, como qualquer procedimento oftalmológico, existem riscos:
- Pequenas hemorragias;
- Pressão ocular muito baixa (hipotonia);
- Necessidade de revisão ou retoques na cirurgia;
- Possível falha do canal de drenagem ao longo dos anos.
Por isso, o acompanhamento com o oftalmologista é fundamental, mesmo após a estabilização da pressão ocular.
Perguntas Frequentes
Não. A anestesia local garante conforto durante o procedimento e a recuperação costuma ser tranquila.
Pode durar muitos anos. Porém, cada caso é único e requer acompanhamento regular.
Sim, mas normalmente se opera um olho por vez, com intervalo de algumas semanas.
Avaliação do paciente
“Fui submetido à cirurgia de esclerectomia na Americas Oftalmocenter e fiquei extremamente satisfeito. O procedimento foi explicado com clareza, e senti muita confiança na equipe. A recuperação foi tranquila e a tecnologia utilizada me impressionou.”
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