O que é a esclerectomia?
A esclerectomia, geralmente realizada como esclerectomia profunda não penetrante, é uma cirurgia para glaucoma que busca facilitar a drenagem do humor aquoso sem criar uma abertura direta para o interior do olho. O procedimento reduz a resistência à saída do líquido e pode ajudar a controlar a pressão intraocular em pacientes selecionados, conforme o tipo e o estágio do glaucoma. A decisão é individualizada.

Como a esclerectomia reduz a pressão intraocular
Na esclerectomia profunda, o cirurgião remove uma camada da esclera e expõe estruturas responsáveis pela drenagem do humor aquoso. O líquido encontra menor resistência para sair do olho, contribuindo para reduzir a pressão intraocular.
Diferença entre esclerectomia e trabeculectomia
Na esclerectomia profunda, a drenagem é favorecida sem penetrar diretamente na câmara anterior. Na trabeculectomia, é criada uma comunicação cirúrgica para permitir a saída do humor aquoso e formar uma bolha filtrante.
Quando a esclerectomia é indicada?
A esclerectomia pode ser considerada em determinados casos de glaucoma de ângulo aberto, quando é necessário reduzir a pressão intraocular e o tratamento clínico não oferece controle adequado ou é mal tolerado. A indicação depende do estágio da doença, pressão-alvo, anatomia do olho e risco de progressão. A avaliação individual define se a técnica é apropriada. A decisão também considera a expectativa de controle da doença.
Glaucoma de ângulo aberto em estágio inicial ou moderado
A esclerectomia profunda pode ser considerada em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, especialmente quando a doença está em fase inicial ou moderada. A indicação depende da pressão-alvo, do dano ao nervo óptico e das características de cada olho.
Falha ou intolerância ao tratamento com colírios
Quando os colírios não controlam adequadamente a pressão ou provocam efeitos adversos que dificultam seu uso, uma cirurgia pode ser considerada. A esclerectomia é uma das opções avaliadas, conforme o tipo de glaucoma e as condições do paciente.
Casos em que se busca menor risco de complicações
Por ser uma técnica não penetrante, a esclerectomia pode apresentar um perfil de complicações diferente de cirurgias filtrantes. Isso não significa ausência de riscos, e a escolha deve considerar os benefícios, limitações e características de cada paciente.
Como é feita a cirurgia de esclerectomia?
Na esclerectomia profunda, o cirurgião cria uma área de drenagem na esclera e remove cuidadosamente camadas superficiais e profundas, preservando a membrana trabeculodescemética. O objetivo é facilitar a passagem do humor aquoso para os tecidos de drenagem. Em alguns casos, dispositivos podem ser associados para favorecer o fluxo. A extensão da dissecção é definida conforme o planejamento.
Técnica não penetrante e criação de nova via de drenagem
Na técnica não penetrante, camadas da esclera são removidas para alcançar a região de drenagem sem abrir diretamente a câmara anterior. O humor aquoso passa através da área de menor resistência, ajudando a reduzir a pressão intraocular.
Uso de implantes ou dispositivos associados
Em situações selecionadas, podem ser utilizados implantes ou dispositivos associados para manter o espaço de drenagem e favorecer o fluxo do humor aquoso. A necessidade depende da técnica, anatomia ocular e planejamento do cirurgião.
Tipo de anestesia e duração do procedimento
A esclerectomia pode ser realizada com anestesia local, com ou sem sedação, conforme avaliação da equipe. A duração varia de acordo com a técnica e a complexidade do caso. O paciente recebe orientações após a cirurgia.
Avaliação e exames antes da cirurgia
A avaliação antes da esclerectomia busca confirmar o diagnóstico, determinar o estágio do glaucoma e estabelecer uma meta de pressão individual. O oftalmologista analisa a pressão intraocular, o nervo óptico, o campo visual e a anatomia ocular. Exames complementares ajudam a definir se a técnica é adequada. A indicação é definida após a análise conjunta desses dados. O histórico de tratamentos e as condições clínicas também são considerados.
Medição da pressão intraocular e espessura corneana
A pressão intraocular é medida para avaliar o controle do glaucoma e ajudar a estabelecer a pressão-alvo. A paquimetria mede a espessura da córnea, informação que contribui para a interpretação da pressão e para a avaliação individual do risco.
Campo visual e OCT do nervo óptico
O campo visual identifica alterações funcionais relacionadas ao glaucoma, enquanto a OCT permite analisar o nervo óptico e a camada de fibras nervosas. Os exames ajudam a documentar o dano e acompanhar a evolução antes e depois do tratamento.
Planejamento individualizado do tratamento
O planejamento considera o tipo e o estágio do glaucoma, a pressão-alvo, os tratamentos anteriores, a anatomia ocular e as condições clínicas associadas. A partir desses dados, o oftalmologista avalia a indicação da esclerectomia e discute alternativas e limitações.
Pós-operatório da esclerectomia
O pós-operatório exige acompanhamento para avaliar a pressão intraocular, a cicatrização e o funcionamento da área de drenagem. O paciente pode utilizar colírios para controlar a inflamação e deve seguir cuidados para proteger o olho. O retorno às atividades ocorre gradualmente, conforme a evolução. As consultas permitem ajustar o tratamento quando necessário. Durante esse período, evite manipular ou pressionar o olho.
Uso de colírios e controle da inflamação
Após a cirurgia, o oftalmologista pode prescrever colírios para controlar a inflamação e outros efeitos do procedimento. O uso deve seguir a orientação médica, e a frequência pode ser ajustada durante a cicatrização. O tratamento é individualizado.
Acompanhamento da área de drenagem
A área de drenagem criada pela cirurgia é acompanhada nas consultas para verificar sua cicatrização e funcionamento. A pressão intraocular também é medida regularmente. Em alguns casos, podem ser necessários ajustes no pós-operatório. A avaliação também verifica sinais de inflamação.
Retorno às atividades e restrições temporárias
Atividades físicas intensas, esforços e situações com risco de impacto ou contaminação do olho podem ser restringidos temporariamente. O retorno ao trabalho, exercícios e demais atividades depende da recuperação e da orientação do oftalmologista.
Resultados esperados
O principal objetivo da esclerectomia é reduzir a pressão intraocular e mantê-la em uma faixa adequada ao risco de progressão do glaucoma. A resposta varia entre os pacientes e depende do estágio da doença, características do olho e cicatrização. O procedimento não reverte danos ao nervo óptico e não elimina o acompanhamento. O objetivo é preservar a visão restante. A pressão deve ser monitorada continuamente para identificar mudanças.
Redução da pressão intraocular e metas de tratamento
A meta de pressão é definida individualmente conforme o dano ao nervo óptico e o risco de progressão. Após a cirurgia, o médico acompanha as medidas para verificar se a pressão alcançou o nível desejado e pode ajustar o tratamento quando necessário.
Necessidade ou não de manter colírios
Alguns pacientes conseguem reduzir ou suspender colírios após a cirurgia, enquanto outros continuam precisando de medicamentos para atingir a pressão-alvo. A necessidade é definida conforme a resposta individual e os resultados observados durante o acompanhamento.
Duração do efeito cirúrgico
O efeito da esclerectomia pode durar por período prolongado, mas não é necessariamente permanente. A cicatrização pode alterar o funcionamento da área de drenagem. Por isso, consultas regulares são necessárias para monitorar a pressão e o glaucoma.
Riscos e possíveis complicações
A esclerectomia é uma cirurgia que pode ajudar no controle da pressão ocular, mas não está livre de riscos. Entre as possíveis complicações estão pressão excessivamente baixa, cicatrização que reduz o efeito da drenagem, inflamação e infecção. Em alguns casos, a resposta pode ser insuficiente e exigir complementação com medicamentos ou outro procedimento. Os riscos devem ser discutidos antes da cirurgia.
Hipotonia ocular e cicatrização excessiva
A pressão ocular pode ficar temporariamente abaixo do desejado após a cirurgia, situação conhecida como hipotonia. A cicatrização excessiva também pode reduzir o fluxo pela área criada. O acompanhamento permite identificar essas alterações e tratá-las.
Inflamação e infecção
Inflamação pode ocorrer durante a recuperação e costuma ser acompanhada com colírios prescritos pelo oftalmologista. Infecções são menos frequentes, mas exigem avaliação e tratamento rápido. Dor intensa, secreção ou piora da visão devem ser comunicadas.
Necessidade de complementação com outros procedimentos
Quando a redução da pressão não é suficiente ou o efeito diminui com o tempo, podem ser necessários colírios, procedimentos adicionais ou outra cirurgia. A decisão depende da pressão alcançada, da evolução do glaucoma e das condições de cada olho.
Esclerectomia x outras cirurgias de glaucoma
A esclerectomia profunda é uma técnica não penetrante que busca melhorar a drenagem sem criar uma comunicação direta com a câmara anterior. Pode apresentar menor risco de algumas complicações relacionadas à cirurgia filtrante, mas possui limitações e não é adequada para todos os pacientes. A escolha depende do perfil de risco e da meta de pressão. A decisão é individualizada.
Vantagens da técnica não penetrante
Entre as características da técnica não penetrante está a preservação da integridade da câmara anterior, o que pode reduzir algumas intercorrências associadas à filtração direta. Ainda assim, a cirurgia apresenta riscos e sua eficácia depende do tipo de glaucoma.
Quando optar por trabeculectomia ou MIGS
A trabeculectomia pode ser preferida quando é necessária uma redução mais intensa da pressão. Técnicas MIGS podem ser consideradas em casos selecionados, geralmente buscando uma abordagem menos invasiva. A escolha depende do estágio do glaucoma.
Dúvidas frequentes sobre esclerectomia
A cirurgia é realizada com anestesia, por isso o paciente não deve sentir dor durante o procedimento. Após a cirurgia, pode ocorrer desconforto, sensibilidade ou irritação. A intensidade varia e deve ser acompanhada nas consultas de revisão.
A recuperação varia conforme a técnica, a cicatrização e a resposta de cada paciente. As primeiras semanas exigem acompanhamento mais próximo, enquanto a estabilização da pressão pode levar mais tempo. O retorno às atividades ocorre gradualmente.
A direção deve ser retomada somente quando a visão estiver adequada e o oftalmologista considerar seguro. No início, alterações visuais e o processo de recuperação podem limitar a capacidade de dirigir. A liberação é individualizada.
A esclerectomia não cura o glaucoma nem recupera o dano já causado ao nervo óptico. Seu objetivo é reduzir a pressão intraocular e ajudar a controlar a progressão da doença. Mesmo após uma boa resposta, o acompanhamento continua sendo necessário.
Pode existir necessidade de novo procedimento quando a pressão permanece acima da meta ou quando o efeito da cirurgia diminui com o tempo. A decisão depende da resposta ao tratamento, da evolução do glaucoma e das condições de cada olho.
Avaliação do paciente
“Fui submetido à cirurgia de esclerectomia na Americas Oftalmocenter e fiquei extremamente satisfeito. O procedimento foi explicado com clareza, e senti muita confiança na equipe. A recuperação foi tranquila e a tecnologia utilizada me impressionou.”
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